quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reflexão sobre o locus da formadora e dos Cursistas.



Entre Rios é uma pequena cidade no litoral norte baiano, com uma população de aproximadamente 45 mil habitantes, sendo estes distribuídos entre os distritos e povoados.
O município agrega em sua secretaria de educação 12 escolas, destas ,apenas 13 situam - se na sede. As demais encontram – se na zona rural e litorânea.
A formadora do Gestar II em Língua Portuguesa,Rita de Cássia, atua como professora do município há 19 anos, sendo concursada e efetiva há 17 , e na área de letras há 7 anos.
Tal experiência foi fundamental para sua relação com os professores - muitos deles já conhecidos – e para o desenvolvimento das oficinas.
Os cursistas, grande parte fazendo o curso de letras,e outros já graduados,são experientes na área de educação e lecionam a disciplina de língua portuguesa, cada um com sua peculiaridade; fator este que só fez enriquecer as discussões em grupo e a resolver algumas questões de sala de aula, quando socializadas. Suas turmas variavam de 5ª a 8ª série, de localidades diferentes, mas com as mesmas dificuldades.
Enfim, formamos um grupo unido na diversidade. Por isso frutificou muito bem!


Reflexão sobre a 2ª Formação


A segunda formação aconteceu no mês de agosto, e diferente da 1ª, a infraestrutura foi bem mais agradável.
No que se refere à contribuição desta na minha prática durante as oficinas, foi significativamente proveitosa. A troca de experiências entre os municípios, a produção dos CDs para dar suporte na execução das oficinas dinamizou ainda mais o trabalho.
Outro aspecto importante foi a presença da equipe do MEC e do novo coordenador, pois pudemos falar francamente de nossas angústias e indignação em relação a uns pontos pendentes do curso.
Enfim, esse 2º encontro só recarregou nossas baterias para continuar a caminhada até a conclusão do curso.

Texto Crítico sobre o Livro Ensaio sobre a cegueira de José Saramago.

O texto revela a outra face do ser humano, este que exibe seu lado mais perverso diante da debilidade visual do outro.
A cegueira branca que assola um grupo e, posteriormente, a população de uma cidade remete-nos a uma espécie de venda que a maioria das pessoas possuem e que só cai diante de determinadas situações.
Acredito que a esposa do médico, a única a enxergar, foi peça fundamental no drama, pois ela pode ver cada pessoa naquela sala se desvendando.Reunir num mesmo espaço e em mesmas condições, pessoas de classes sociais e condutas diferenciadas foi o ponto mais forte do texto, na minha opinião, pois essas pessoas manifestavam seus desejos, comportamentos e sentimentos mais íntimos até então enclausurados. Tudo isso acontecia diante de uma que pessoa que não via nada, para eles, mas que na verdade – penso eu- desejaria realmente estar também cega.
O livro é rico em detalhes, não é uma leitura muito agradável, às vezes dava vontade de não continuar, pois esse detalhamento de cada acontecimento no manicômio era repugnante, quem imagina uma pessoa nessas condições? Só Saramago mesmo. Mas o envolvimento da trama é tão intenso que nos impulsiona a concluir a leitura

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


O GESTAR GEROU MESMO!!!OLHA COMO ESTOU!

Um dos professores cursista , em seu depoimento, muito emocionado disse que o Gestar era uma espécie de "Liga dos Professores", pois os problemas que aconteciam na sala de aula, eram socializados e todos dava apontavam uma solução possível.
E achei muito interessante essa comparação pois não só no que se referia a assuntos da sala de aula, mas de cunho pessoal também, colegas que incentivavam o outro a não desistir, ir até o final e isso aconteceu.
Com vocês, a Liga dos professores do GESTARRIOS:

Roteiro da Oficina TP 6 – unidades 21 a 24.Leitura e Processos de escrita II 10/11/2009 das 8h às 17h







Acolhida: Café da manhã compartilhado;
Mensagem: Eu aprendi
Momento do Cursista: Socializar as atividades do projeto por escola;oficina de intercâmbio com os professores de 1º ao 5º ano;
Concluir a socialização dos grupos sobre a oficina da TP I(exibição do vídeo amor e arte)
*Contamos com a participação especial de um artista da terra e professor- pesquisador de artes e cultura, o professor Adeildo Torres;
Dinâmica baseada no texto O Laço e o Abraço;(formar os elos da corrente);
Apresentação da TP 6 : Leitura do texto introdutório
Dinâmica de grupo(cada grupo fez a leitura e sistematização das unidades);
Intervalo para almoço coletivo cedido pela SEDUC
Socialização dos grupos e contribuição dos demais;
Dinâmica da confecção de cartões e mensagens para os colegas;
Avaliação do curso por escrito e individual;
Últimos informes: relatos, certificação, fotos, sugestão de leituras e filmes, data para entrega de portifólio...
Momento da revelação dos Anjos Protetores e troca de presentes;
Encerramento:
• Uma torta rodeada de garrafinhas trabalhadas com uma mensagem dentro( Desejos- (Drummond)) para contextualizar a exibição da mensagem-em víodeo Capturando Vento;
• Agradecimento e felicitações da formadora à turma; Pronunciamento da Srª secretária
de educação profª Zélia Reis; pronunciamentos entusiasmados e emocionantes dos professores
cursistas;
• Lanche e despedida;

domingo, 8 de novembro de 2009

OFICINA DE INTERCÂMBIO

Aconteceu no último sábado,07 de novembro, a oficina para troca de experiências entre os professores do Gestar e os professores do ensino fundamental da rede pública municipal.
O objetivo foi discutir sobre as práticas de leitura e produção textual nas séries iniciais do ensino fundamental, e sugerir algumas atividades do "Avançando na Prática" adaptadas para os alunos de 1º ao 5º ano.
A oficina durou todo o sábado e foi muito participativa, os professores discutiram e realizaram as atividades que foram orientadas pelos gestaleiros que ficaram em cada grupo.
Na avaliação pude observar que a satisfação foi geral, já sairam de lá com a cabeça cheia de ideias para sua turmas e solicitaram outras trocas desse nível.
Fiquei, como orientadora dos gestaleiros, muito vaidosa pois eles são muito capazes , responsáveis e caprichosos no que fazem.
Segue o roteiro da oficina:


• ACOLHIDA
• DINÂMICA DE APRESENTAÇÃO
• APRESENTAÇÃO DO ROTEIRO DO DIA →MARLI
• EXIBIÇÃO DO VÍDEO VIDA MARIA

• LEITURA:

• TEXTO TEÓRICO(LEITURA SISTEMATIZAÇÃO/SOCIALIZAÇÃO) →ALANE
• GÊNEROS TEXTUAIS(DIVERSIDADE) →ADRIANA
• VARAL DE POESIAS(PÁG. 114) →VANISE
• TEXTOS ENVELOPADOS→ROSEMEIRE
• MERGULHO NO TEXTO(PÁG.114) →ÉRICA
• TRANSPOSIÇÃO DE GÊNEROS→CRISTINA
• MÚSICAS(COERÊNCIA E ESTILOS) →MARIA JOSÉ
• PACTOS DE LEITURA(SISTEMATIZAÇÃO/SOCIALIZAÇÃO) →CONCEIÇÃO
• FILME:LER DEVIA SER PROIBIDO(INFERÊNCIAS) →RITA

ESCRITA:

• TEXTO TEÓRICO(SISTEMATIZAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO) →JOSÉ RAIMUNDO
• TP 6 –PÁG. 98/101→ÉDINA
• •CAIXA MÁGICA →JUCINALVA
• ATIVIDADE COM AS FRASES RECORTADAS→ROSÁLIA
• POEMAS ENLATADOS→EDINEY
• SOCIALIZAÇÃO DOS GRUPOS/AVALIAÇÃO→CARLA

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ROTEIRO DA OFICINA TP 1- LINGUAGEM E CULTURA 15 /09/2009

ACOLHIDA
MENSAGEM ( SLIDE TRAZIDO PELA PROFESSORA ROSÁLIA)
UNIDADE 3- O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIÊNCIAS NO ENSINO DA LÍNGUA
UNIDADE 4 – A INTERTEXTUALIDADE
MOMENTO DO CURSISTA(SOCIALIZAR AS SUGESTÕES PARA AO ENCONTRO COM OS PROFESSORES DO E. FUNDAMENTAL 1
SOCIALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES FEITAS(AVANÇANDO)
LEITURA DO TEXTO INTRODUTÓRIO DA UNIDADE 3(FAZER INFERÊNCIAS)
TRABALHO EM GRUPOS(PACTOS DE LEITURA;POR QUE TRABALHAR COM TEXTOS
DINÂMICA DA CAIXINHA SURPRESA;
SISTEMATIZAÇÃO EM CARTAZES/SLIDES E SOCIALIZAÇÃO DOS GRUPOS
EXIBIÇÃO DO VÍDEOMSOBRE O SABER E O SABOR ( REFLEXÕES ACERCA DELE)
MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO: FÁBULAS MODERNAS (FILME)
AVISOS,AVALIAÇÃO DA OFICINA E CHAMADINHA PARA A PRÓXIMA OFICINA




ROTEIRO DA OFICINA TP2-ANÁLISE LINGUÍSTICA 29/09/2009

ACOLHIDA
MENSAGEM INICIAL: SLIDE (as flores)
MOMENTO DO CURSISTA ( SOCIALIZAR UMA EXPERIÊNCIA/TEXTO)
APRESENTAÇÃO DA OFICINA (TEMA, OBJETIVOS,ROTEIRO)
SOCIALIZAÇÃO DOS RELATOS DE PRÁTICA (AVANÇANDO)
EXIBIÇÃO DO SLIDE: LER DEVIA SER PROIBIDO
LEITURA DO TEXTO INTRODUTÓRIO DA TP 2 pág.13
SOCIALIZAÇÃO
LEITURA NO SLIDE: O ORADOR DA TURMA
FAZER INFERÊNCIAS EM GRUPOS/ SOCIALIZAR
TRABALHO EM GRUPO:LEITURA E SISTEMATIZAÇÃO DOS TEXTOS DAS SEÇÕES/SOCIALIZAÇÃO DOS GRUPOS
ATIVIDADE COM FRASES- FORMAR O MAIOR Nº DE FRASES A PARTIR DE UMA FRAGMENTADA
APRESENTAÇÃO DO SLIDE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
REFLEXÃO
AVALIAÇÃO/AVISOS

sábado, 5 de setembro de 2009

OFICINA TP I - TEMA : FAMÍLIA E ESCOLA

ACOLHIDA
UNIDADE 1- VARIANTES LINGUÍSTICAS:DIALETOS E REGISTROS.
OBJETIVOS:Relacionar a língua e cultura;identificar os principais dialetos do português;Identificar os principais registros do português
UNIDADE 2 – VARIANTES LINGUÍSTICAS:DESFAZENDO EQUÍVOCOS
OBJETIVOS:caracterizar a norma culta;caracterizar a linguagem literária;caracterizar a língua oral e a língua escrita;
MENSAGEM :VIDA MARIA
LEITURA DO TEXTO: NÓIS MUDEMO
SOCIALIZAÇÃO DAS IMPRESSÕES DO VÍDEO E TEXTO;
ATIVIDADE EM GRUPO: TEXTOS ENVELOPADOS;
EXIBIÇÃO DO FILME: ALÉM MAR;
FILME: LETRAMENTO
DISCUSSÃO E INFERÊNCIAS SOBRE OS VÍDEOS;
LEITURA DO TEXTO INTRODUTÓRIO DA TP 1;
PROVÉRBIOS ELETRÔNICOS;
TEXTO: MODALIDADES DA LÍNGUA;
OFICINAS DO EF 1
AVALIAÇÃO/INFORMES
*ANJO- NO DECORRER DA OFICINA
ROTEIRO DA OFICINA-18/08/2009

TÍTULO: TP 5 – UNIDADES 19-20: COESÃO
TEXTUAL E RELAÇÕES LÓGICAS NO TEXTO

ACOLHIDA: MENSAGEM - O IMPOSSÍVEL
SOCIALIZAÇÃO DA 2ª FORMAÇÃO-SALVADOR
MOMENTO DO CURSISTA
SOCIALIZAÇÃO DAS OFICINAS(CURSISTAS)
LEITURA DO TEXTO 117
ATIVIDADE 12
APRESENTAÇÃO DE SLIDES - GESTAR II TP5;
OS PRINCÍPIOS DA TEXTUALIDADE
FOTOS COLOQUIAIS (COESÃO/COERÊNCIA)
UM OLHAR SOBRE O AVANÇANDO NA PRÁTICA
AVALIAÇÃO
PENDÊNCIAS-INFORMES IMPORTANTES;
ENTREGA DAS MENSAGENS DOANJO;

domingo, 2 de agosto de 2009


TP 3- GÊNEROS TEXTUAIS E SEQUÊNCIAS TIPOLÓGICAS 2-RETIFICANDO A SEGUNDA OFICINA DA TP 3



Na sala do Colégio Estadual Duque de Caxias, os professores foram chegando para a oficina do dia 12 de maio. Fiz abertura com um slaid que produzi dentro da temática da unidade Trabalho, com a letra da música de Fagner “Não dá pra ser feliz”. Comentamos um pouco sobre a necessidade de o homem manter-se digno através do trabalho.
Fiz a leitura do roteiro da tarde, e deixei o espaço para o momento do cursista, onde ele traz uma experiência da sala de aula, ou um texto interessante a ser discutido. O professor trouxe um texto de Rubem Alves chamado Dígrafos, leu para a turma comentou um pouco.
Em seguida fizemos a socialização da lição de casa, leitura do texto de referência, apesar de a maioria não ter lido, destaquei alguns pontos a serem refletidos.
Fazendo uma referência ao dia 13 de maio, dia da “abolição”, exibi um vídeo com imagens muito belas sobre a África, para quebrar aquela idéia de lá só existem misérias. Eles gostaram do que viram. E solicitei que traduzissem em uma palavra o que sentiram durante a apresentação. Dentre elas surgiram: liberdade, beleza, encantamento, alegria...
Ao terminar, dividi a sala em 3 grupos para que fizessem a leitura e sistematização de cada seção.Assim foi feito e cada grupo socializou o que sistematizou.
Apresentei uma dinâmica onde todos iriam circular entre frases relacionadas à sua vida (o dia mais feliz daminha vida foi...); a última vez que eu chorei foi...; meu lugar preferido no mundo é...dentre outras).Em seguida eles teriam que escrever um texto em qualquer gênero utilizando as seqüências tipológicas e colocar esses textos na moldura que seria a moldura –o gênero – a tela- as seqüências tipológicas. A dinâmica foi bem marcante, pois eles se abriram e a moldura ficou coma tela cheia.




Daí partimos para o avançando, e eles apresentaram suas sugestões e algumas variações das atividades propostas.
Também aproveitei o momento para apresentar a dinâmica dos poemas enlatados, com poemas voltados para atemática da abolição e do dia das mães,seguida de um vídeo para homenagear as mães gestaleiras.
Para finalizar, dei os avisos, fiz a chamadinha para a próxima oficina e cantamos os parabéns para as aniversariantes da quinzena.

sábado, 1 de agosto de 2009

TP 5 –ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO-UNIDADES 17-18









A oficina ocorreu no dia 21 de julho, na sala da coordenação da SEDUC. Ao chegarem e se dirigirem às suas cadeiras, eles encontravam um bilhetinho em cada cadeira, falando da matemática da amizade. Material que a formadora de matemática cedeu a mim.
Iniciei com a exibição dos slaids “Amigos são Estradas”, que mostra além da mensagem maravilhosa sobre amizade, as imagens de animais são feitas a partir de esculturas e pintura na s mãos. M A R A V I L H O S A!!!
Depois disso fizemos o sorteio do “amigo secreto da barra de chocolate”, que ficou para fazer a troca no final da oficina.
No momento do cursista, o professor José Raimundo, do Colégio Centro Cultural nos brindou com um filme muito divertido que fala sobre alguns erros gramaticais de forma bem inusitada, “O Assalto”. Em seguida, as professoras da Escola Agrícola de Entre Rios socializaram suas atividades realizadas no Dia da língua Portuguesa, que foi realizado após o recesso, logo no primeiro dia de aula. Segundo elas a turma recebeu muito bem a proposta que não ficou restrito apenas às suas turmas, mas envolveu toda a escola.
Em seguida fizemos a socialização da lição de casa, dos relatos de prática e fiz a devolução dos que já havia lido.
Para introduzir o tema coerência, dividi a turma em grupos e distribuí cópias de letras de músicas cortadas e embaralhadas para que elas montassem com coerência e cantassem-na para a turma, falando o nome do intérprete e o título. Foi muito divertido e apenas uma equipe se atrapalhou na montagem. Durante a apresentação do tema, quando falava sobre a harmonia entre as informações que servem para estabelecer a continuidade que constitui a coerência textual, e que a partir disso, diferentes leitores, com diferentes informações prévias, com diferentes visões de mundo, podem atribuir níveis diferentes de coerência ao mesmo texto,o professor José Raimundo citou o vídeo que fala das crianças americanas diante de bonecas negras e brancas que atribuem sentidos de acordo à sua visão de mundo ou de seus pais ou da sociedade onde vive.
Depois fiz uma exibição em slaids sobre as unidades em estudo e partimos para a leitura e sugestões no avançando e nos AAA. Daí partimos para fazer a avaliação do primeiro semestre do curso. Não gostaram de ter que fazer na hora, queriam levar para casa e trazer depois, mas falei da importância de ser feita naquele momento para ser anexada ao meu portifólio e socializado na segunda fase da formação.
Para finalizar demos os avisos e para dar início à troca de chocolates, exibi o slaid do Garfield sobre a amizade e chocolates. Foi bem divertido, eles gostaram.
Socializamos os chocolates e cantamos os parabéns da professora Édina.



video



TP 04-LEITURA E PROCESSOS DA ESCRITA





Os professores adentraram a sala e iniciamos com a mensagem em slaids “O Poder do Silêncio”, que revela o poder que o silêncio tem de também falar o que não é dito verbalmente e que assim é Deus, no silêncio Ele nos fala. Foi um momento bem interessante, pois a mensagem não tem áudio e a sala ficou sem nenhum ruído até o final. Fiquei tocada com uma cursista que, por estar passando por uma situação em que ela precisa ser muito forte, acabou se emocionando e no seu silêncio ela tocou a todos nós sem que nos dirigisse uma só palavra.
Em seguida li o roteiro da tarde e fizemos a socialização do Dia da língua Portuguesa nas escolas, dentro da proposta que sugerimos às escolas.Inicialmente, os professores do Colégio Centro Cultural exibiram fotos e relataram esse dia e como as turmas reagiram.Segundo seus relatos, muito bem.Em seguida, as professoras das escolas do Litoral também fizeram seus relatos e suas impressões, assim como as demais escolas.
Feito isso, partimos para a entrega dos relatos da lição de casa e da devolução dos relatos anteriores. Fiz algumas considerações, no que poderiam melhorar e solicitei que observassem na ficha de acompanhamento que anexamos aos relatos.
Mais uma vez solicitei que fizessem a leitura do diário de bordo que passei para fazerem em casa durante o recesso. Infelizmente apenas uma cursista havia feito e leu para nós. Os demais se queixam de muitas atividades e a falta de tempo que dispõem para fazer tantas atividades.
Comecei a perguntar se haviam dado uma lida na unidade 15, pois trabalharíamos a 16. Poucos leram alguma coisa, então fiz observações sobre aspectos que considerei relevante nela e passei a trabalhar com a unidade 16, utilizando para isso a exibição de slides, já que disponho do recurso e viabiliza o entendimento.
Dividimos a turma em grupo para fazer a leitura de um texto da unidade 15, que fala justamente de Por que meu aluno não lê?Acharam graça pois eles estavam na condição de estudantes no momento e não tinham feito a leitura dos textos.Depois fizemos a sistematização e eles mesmos puderam se colocar na condição de leitor-aluno que não lê.
Em seguida partimos para a avaliação da oficina, que foi em forma de um texto onde um começava e o outro tinha que dar continuidade sem perder de vista o foco do texto que era a avaliação da oficina.
Finalizamos com os avisos e combinamos de fazer um amigo secreto de chocolates já que a oficina ocorrerá um dia após o dia do amigo, e a cursista Édina se disponibilizou a fazer uma torta pois será seu aniversário.

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Cântico Negro
José Régio

‘Vem por aqui» — dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: «vem por aqui»!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.

Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por ai! Só vou por onde Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: «vem por aqui»?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, fdi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: <(vem por aqui»! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou, - Sei que não vou por aí
ANTOLOGIA POÉTICA José Régio – Edições Quasi - Lisboa – Portugal - 2001


Conversa com educadores - Rubem Alves


O estudo da gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores. O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das "ciências da educação" não faz educadores. Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer. Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar. Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros. A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar. Por não saber pensar tomamos as decisões políticas que não deveríamos tomar. Se você desejar saber com detalhes o que penso sobre a educação, leia os livros que se encontram na sala Biblioteca. Nas minhas conversas com educadores meus temas favoritos são: A alegria de ensinar, A educação dos sentidos, O prazer de ler, A arte de pensar, O educador como sedutor, O educador como feiticeiro, O educador como artista, O educador como cozinheiro, As leis do pensar criativo, Anatomia do pensamento: informação, razão, inteligência, conhecimento, alegria, Aprendendo a desaprender, Entre a ciência e sabedoria: o dilema da educação, Educação e política, Educação e Vida, Aprendizagem e prazer.Leia o artigo Como amar uma criança sobre o educador Janusz Korczak, que se tornou um símbolo pelo seu amor às crianças. Diretor de um orfanato em Varsóvia, foi morto pelos nazistas com suas crianças numa câmara de gás. Tradução de Manoel Moraes.


Texto retirado do site A casa de Rubem Alves.


" CURSISTAS, FIQUEM LIGADOS"!


Como é do conhecimento de todos, para receber a certificação do curso GESTAR II Língua Portuguesa, vocês deverão desenvolver um projeto interdisciplinar, a ser implementado em sala de aula, apresentando a estrutura a seguir:
a) TEMÁTICA: definir um tema que possa desenvolver os conhecimentos adquiridos no programa e seja contextualizado à realidade de sala de aula.
b) PROBLEMÁTICA: definir uma situação-problema a ser focada mediante seu desenvolvimento.
c) FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: definir os conceitos e as teorias que darão base a todas as ações desenvolvidas.
d) OBJETIVOS: definir quais são os objetivos gerais e específicos a serem alcançados com sua implementação.
e) METODOLOGIA: definir os passos a serem seguidos e os recursos materiais a serem utilizados para sua realização.
f) CRONOGRAMA: definir o cronograma de cada etapa de desenvolvimento e os seus respectivos prazos.
g) EQUIPE DE TRABALHO: definir as áreas de conhecimento envolvidas, assim como os educadores participantes e suas respectivas atribuições.
h) AVALIAÇÃO: definir o processo de avaliação e os instrumentos a serem utilizados.
Contem com o coordenador pedagógico de sua unidade e saibam que estou à disposição.

domingo, 21 de junho de 2009

OFICINA 04 – TP 04 UNIDADE 14

No dia 09 de junho às 13 horas, na sala de reuniões da SEDUC, aconteceu a quarta oficina em ritmo de São João . A mudança de local se deu devido à comodidade dos cursistas e a facilidade de recursos e locomoção dos mesmos.
O ambiente foi todo decorado para receber os cursistas que aos poucos foram chegando. A oficina teve como tema “Leitura e Processos de Escrita” e em decorrência disso, iniciei-a com a exibição de um slaid que construí sobre o “Gentileza” ao som da música de Marisa Monte. Terminada a exibição, os cursistas ficaram à vontade para fazer suas reflexões acerca da mesma e direcioná-la ao tema da TP em estudo.
Feito isso, entregaram os relatos e socializaram suas experiências na sala de aula. Alguns falaram da dificuldade de realizá-las em turmas grandes e agitadas e outros relataram o bom desempenho dos seus alunos.
Em seguida propus que falassem um pouco dói que leram na unidade 13 da TP em estudo, como a maioria não havia lido, sugeri que fizéssemos uma leitura em grupo e sistematizassem-na para socializar para os colegas enquanto que eu apresentava um material sobre a unidade 14 no data show. Após as apresentações dos resultados lemos um pequeno texto sobre letramento e sobre o que se deve evitar para escrever um bom texto. Fazendo referência ao dia dos namorados, exibi um outro slaid de nome “Gramatistória” que fala de um romance entre elementos gramaticais que envolvem também outros aspectos da língua, foi bem divertido.
Depois convidei todos a escrever frases de gentileza e agradecimentos para fixar no muro da sala (GENTILEZAS GESTAR), fazendo uma referência aos escritos de Gentileza nos muros do Rio de Janeiro. A produção ficou bem colorida e o muro ficou coberto de frases muito bem elaboradas.
Dando continuidade, atentamos para o avançando na prática que eles escolherão para aplicar na sala quando retornarem do recesso junino e construírem seus relatos e a elaboração do projeto. Dei os avisos e na mesma linha do muro, fizemos a avaliação do encontro. Como atividade para casa, passei um diário de bordo para que eles escrevam suas impressões ao longo desses quatro encontros.
No momento da confraternização junina, cada um colocou na mesa o que trouxe (bolos, amendoim, cocadas, paçocas, licor) e começamos a forrozar até a hora de ir para casa, dando viva São João!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

GESTALEIROS(AS) EM CENA


MARIA DE LOURDES

VIVA SÃO JOÃO!

RELATÓRIO OFICINA 03-PROJETOS E PORTFÓLIO



A oficina ocorreu no dia 26de maio às 13h15min, tendo como abertura a exibição de slides com o texto “O mito da caverna” de Platão em seguida sendo feita uma reflexão acerca do mesmo. Dentre muitas colocações destaco a de uma colega quando ela disse que há colegas que por comodismo e/ou medo, preferem refugiar-se em suas cavernas, ficando preso a correntes que os imobilizaram por anos, não experienciando outras oportunidades de mudança. E aí eles citaram o curso GESTAR, como uma quebra desses elos da corrente, pois muitos deles têm várias outras atividades, e mesmo assim se disponibilizaram a fazer o curso, enquanto há outros que não se interessaram.
Depois disso li o roteiro da tarde e o objetivo da oficina que foi: fornecer aos professores cursistas subsídios e orientações necessárias para a elaboração do projeto e a construção do portfólio.
O “momento do cursista” não foi possível acontecer hoje devido ao volume de informações e o curto tempo destinado a isso.
Partimos para a leitura do material sobre o portfólio, utilizando textos que a formadora da UNB nos forneceu. Acrescentei alguns critérios que serão considerados na avaliação do mesmo e os elementos que o compõe.
Alguns cursistas puderam tirar as suas dúvidas sobre o portfólio.
O dia da Língua Portuguesa é 10 de Junho então, sugeri à turma, através de e-mail, que pensassem em algumas atividades para que enviemos às escolas do município a fim de que proporcionem nesse dia, atividades diferentes para que o aluno tome conhecimento dessa data.
Em grupos, cada escola lançou sua proposta, já digitaram durante a apresentação na oficina e fiquei de estruturá-lo para enviar às escolas com a marca do GESTAR. Fiquei muito orgulhosa da minha turminha e feliz por saber que nosso curso está colhendo frutos, e frutos de ótima qualidade.
No momento de falar sobre o Projeto, fiz uma exposição de slides que deixaram bem claras as informações a respeito do mesmo. Iniciei com uma estufa, que serviu para que, antes de tudo, eles pensem cuidadosamente na problemática e nos questionamentos feitos para a sua elaboração. Depois disso, dividimos os grupos por escola, para que já começassem a pensar no tema, problemática e justificativa do projeto, bem como sua estruturação.
O momento da socialização dos relatos de prática também não aconteceu, só foram entregues e na próxima oficina o farão.
Como eles haviam sugerido na avaliação da oficina passada, fizemos o sorteio do “Anjo”, uma espécie de “protetor secreto” no qual você, durante um tempo recebe mensagens e/ou objetos, mas não sabe quem te envia, e só na data preestabelecida ficará sabendo, no nosso caso, será no último dia da oficina. Só participa quem quiser. Eles decoraram os envelopes que fiz com papel colorido e colocaram seus nomes para na próxima oficina começarem a interagir com seus protegidos.
Encerramos a oficina com a avaliação em forma de smiles e fiz a chamadinha para a próxima oficina. Combinamos que esta acontecerá na sala da SEDUC e será em ritmo de São João, com comidas típicas e um forrozinho.
A oficina em si foi muito boa, produtiva e segundo a avaliação escrita, nem sentiram o tempo passar, alguns se queixaram pelo número de atividades, pois tem outras ocupações e alguns ainda estão concluindo a graduação, mas estão confiantes que vão conseguir chegar ao término do curso.

terça-feira, 16 de junho de 2009

OFICINA 2-TP 3/UNIDADE 10






No dia 28 de abril voltamos a nos reunir. A colega formadora de matemática – Veronilde - ficou comigo na sala pela tarde para dar apoio e eu fico com ela pela manhã. Enquanto os professores chegavam, estávamos arrumando a sala com os portadores textuais que selecionei, e coloquei um som ambiente bem legal.Nessa data comemora-se o dia da Educação, resolvi então não iniciar as atividades com uma mensagem, mas através de uma dinâmica na qual cada cursista recebeu um pedaço de barbante e fez três nós, para cada nó,um marco em sua vida como educador(a), e eleger apenas um deles, o mais significativo, para socializar com os demais colegas.


Após a leitura do roteiro da tarde, foi apresentado o objetivo da oficina, tema e o conteúdo da TP a ser trabalhado: Gêneros Textuais.No início do encontro já havia colocado no centro da sala os diversos gêneros textuais. Solicitei que observassem e escolhessem um para pegar e falar sobre ele: o gênero escolhido, suas características estruturais e sua competência sociocomunicativa. No momento da socialização os professores ficaram à vontade para fazer suas inferências a respeito do gênero selecionado. Feito isso, dividimos a sala em três grupos para realizar uma atividade voltada para a TP 3, unidade 09 e 10, que tem como tema o Trabalho. A atividade anterior já sinalizou para a unidade 09 e essa é voltada para a unidade 10. Cada grupo ficou com o estudo de uma seção e encarregado de fazer sua sistematização em cartazes e apresentar à turma, uma vez que senti a necessidade de, no primeiro contato com o material propriamente dito, fazer esse estudo mais direto. Nesse momento surgiram alguns questionamentos/críticas a respeito do texto que fala sobre a Literatura de Cordel-de forma preconceituosa-, e solicitei que fizessem suas considerações por escrito para que fossem encaminhadas à coordenação do curso.Isso gerou um certo desconforto na sala , mas resgatei a direção da atividade e assim pudemos conclui-la sem maiores prejuízos.
Professoras representando o anúncio de uma cartomante-mãe Liná

O lanche ocorreu durante a oficina para que não parássemos no meio das atividades. Em seguida fiz a leitura de um poema chamado “Poema tirado de uma notícia de jornal” de Mário Quintana a fim de salientar que um texto não apenas um gênero, mas vários, multissemiótico. E para reforçar essa idéia, pedi que os grupos, a partir da leitura que tinham sobre o clássico infantil “Chapeuzinho Vermelho”, construíssem um texto nos gênero(s) que escolhessem tendo a história infantil como referência. Foi uma atividade muito interessante, pois a criatividade dos professores foi a peça-chave para o sucesso da atividade.
Concluímos juntos que o objetivo da oficina foi alcançado, encerramos com a avaliação do encontro, em forma de imagens de outros gêneros, demos os informes, fiz a chamadinha para a oficina posterior e cantamos os parabéns para os aniversariantes do mês.

Convite para o Gestar Junino

Olá pessoá! Tudo bem c’ocês?

Eu trago um convite de lá das moça do GESTAR,
espie bem o que elas mandaram dizer:


Vamos juntos com alegria
Nesse dia festejá
Juntá letras com números
Na oficina do GESTAR

Primeiro estudamos
Fazemos nossa lição
Depois nos junta tudo
Pra dar Viva São João!

Vamos mudar de lugá
Pra ficá mais à vontade
Será lá na SEDUC
Vai ser bão barbaridade!

Pode trazer adivinhação
Trava- língua ou cordel
Vamos dançar um forró
Não se esqueçam do chapéu

Contamos com vocês
Queremos presença garantida
Tragam algo pra partilhar
De beber ou de comida
Aceitem o convite
De Veronilde, Wanderléa e Rita.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

AULA INAUGURAL

No dia 08 de abril, no auditório do Programa de Criança da Petrobras às 13 horas aconteceu o primeiro encontro entre formadores, coordenadora e professores-cursistas de Língua Portuguesa e Matemática do curso GESTAR.
Na entrada, os professores receberam o kit de livros, acompanhado de um classificador contendo um bloco de anotações, lápis, caneta e borracha.
A apresentação das turmas foi nominal ,feita através de slaids onde constavam seus nomes em destaque: uma cor para cada. Formando um painel multicolorido.
Após a leitura do roteiro da tarde, a Secretária de Educação, Srª Zélia Maria Barreto Reis, deu as boas vindas e falou da importância do curso para a prática pedagógica de cada um e da confiança que ela deposita na equipe do Gestar de Entre Rios.
Em seguida foi exibida uma apresentação de slaids produzidos pela equipe, a respeito da mensagem Pipoca (Rubem Alves), focando a necessidade de estar aberto às mudanças e que estas , na maioria das vezes acontece a partir de uma aquecida de óleo para provocar um estouro , o famoso "Bum!" Os cursistas fizeram suas colocações a respeito da mesma,
demonstrando uma preocupação com os piruás , aqueles que mesmo com o calor e a dor que o fogo provoca, resistem às mudanças. Foram colocações bem interessantes.
Na sequência foi apresentada a estrutura do curso, através de slaids que a formadora de matemática adquiriu com sua formadora, e os professores puderam tirar todas as suas dúvidas a respeito do mesmo.
Às 15horas foi dado um intervalo para o lanche: um refrigerante e um delicioso pão de metro cedido pela SEDUC, ao som de uma seleção de MPB.
No retorno, foram dados alguns avisos, atividades para casa,agendamento da data do próximo encontro , e-mail do curso e concluímos essa parte com uma mensagem sobre o verdadeiro sentido da Páscoa além da entrega de uma lembrancinha uma carinha de coelho de chocolate , a todos os cursistas.
Para finalizar, foi feita uma avaliação desse primeiro contato que, ansiosa não perdi tempo em fazer sua leitura.
Como esse primeiro momento era o momento da sedução, acredito que o objetivo foi alcançado, pois sairam muito entusiasmados com o curso e parabenizaram a equipe pela clareza nas informações, pela dedicação e atenção com que tratamos os cursistas. Houve uma crítica em relação ao material do curso de Matemática, pois estes não haviam chegado no município a tempo de eles levarem para casa, como aconteceu com os de Língua Portuguesa.
Agora é nos preparar para a próxima oficina, que acontecerá no dia 08 de abril em uma das salas cedida pelo Colégio Estadual Duque de Caxias.

sábado, 16 de maio de 2009

SORRISO


Se é de uma criança, é ternura.
Se, é de um desconhecido,é simpatia.
Dê sempre um sorriso.
É presente, é gostoso.

E se é seu, é ALEGRIA!!!

(Maria Helena Brito Izzo)

CORDEL- NITA NA BAHIA


Meu leitor preste atenção
Ouça o que vamos falar
É sobre uma formadora
De um certo programa GESTAR
Que chegou ontem à Bahia
E até o baianês diz que já sabe falar

Com seu sotaque carioca
E seu jeito "tipo assim"
Tem aparência de baiana
Tem gingado, alegria enfim
Seu nome é Lenita
Leni p'rocês e Nita pra mim

Caloura na Bahia
Já tem a bênção de Iemanjá
Mas tá devendo ao corpo bronzeado
Um mergulho no lindo mar
Êta carioca retada!
Essa dívida ela vai ter que pagar.

(Rita e Wanderléa)

Memorial de Leitura




Este texto contempla minhas experiências de leitura da infância à fase adulta.Meu primeiro contato com livros se deu na casa de minha avó, na roça, onde minha tia era professora leiga e ensinava classe multisseriada. Quando ela ia buscar os livros na sede eu ficava ansiosa e quando ela chegava era aquela festa, eu abria e folheava um a um, adorava sentir o cheiro de coisa nova. As palavras e os textos eram mistérios a ser desvendados, mas com minhas hipóteses e com a observação das figuras coloridas, fazia minhas leituras...Não passei pela Educação Infantil, aos sete anos não estudava ainda e só comecei a frequentar uma escola aos oito anos de idade, na 1ª série, em São Paulo. No primeiro dia de aula já recebi todos os livros, lembro-me bem de um que parecia uma revista, páginas suaves e com uma luminosidade, não me lembro de qual disciplina era, mas senti o mesmo cheirinho que sentira dos livros da escola da minha tia. Agora eles eram meus, e minhas hipóteses de leitura não eram mais suficientes, já conhecia algumas letras do allfabeto e assinava meu primeiro nome, mas agora tinha que começar a decifrar aqueles códigos de verdade. A professora Leila foi muito marcante nessa fase, pois sei que seu acolhimento, carinho, incentivo e compreensão para comigo foram essenciais para minha adaptação àquela nova realidade.Não tenho lembrança de como fui efetivamente alfabetizada, nem de algum livro, exceto os didáticos, que tenha lido nesse período.Na 3ª e 4ª séries, já de volta à Bahia, senti certa dificuldade em relação ao ensino, pois havia conteúdos ainda desconhecidos para mim, mas consegui acompanhar sem repetir o ano. Uma professora, em especial, marcou esses dois anos,não pelo incentivo ou motivação, mas pelas humilhações e constrangimentos.Mas deixa pra lá!!!No período da 5ª à 8ª série, no ginásio, a prática da leitura se fez mais presente, não por prazer, mas por obrigação e com fins avaliativos. Eu era bolsista em um colégio particular e meus pais se desdobravam para adquirir o material solicitado, mas nem sempre sobrava dinheiro para comprar os romances de leitura obrigatória. Só tinha um jeito que era esperar o colega que comprou, fazer sua leitura para depois me emprestar e isso quase sempre acontecia dois, três dias antes da prova, era na verdade uma olhada superficial no romance. Nessa fase da minha vida as leituras não obrigatórias eram feitas nos encontros de jovens da igreja (Pastoral da Juventude do Meio Popular-PJMP) e umas bem especiais: as de seu Secundino.Seu Secundino era um simpático senhor de sessenta e poucos anos que residia na comunidade rural onde minha avó morava. Na roça, toda a pessoa mais velha costumamos chamá-la de tio ou tia e tomamos sua bênção sempre que a encontramos. Ele morava sozinho em uma casa, nunca se casou. Quando seu sobrinho foi morar na cidade, ele foi morar junto com a irmã e lá ele descobriu nossa casa e passou a frequentá-la todas as manhãs entre 9 e 10 horas, ele chegava com um livrinho de cordel para que eu fizesse a leitura e ele ficar “apreciando” como dizia. Ele não sabia ler, mas tinha uma vasta coleção de literatura de cordel e algumas ele já sabia de cor, estavam, gravados na memória. Era muito divertido ler e ouvir aquelas histórias, minha família toda sentava para ouvir. Esses momentos de leitura me marcam até hoje.Havia uma disciplina que eu não sei qual foi o objetivo dela na época, mas não contribuiu em nada na minha formação, Técnicas de Alimentos, a aula consistia apenas em copiar receitas culinárias e coletar ingredientes para fazer uma delas e depois comê-la.Tem um livro em especial que marcou todas as pessoas que estudaram na CNEC naquela época, Meu Pé de Laranja Lima, a história do menino Zezé e seu mundo de fantasia criado para refugiar-se do seu áspero mundo real.No ensino médio li alguns livros, poucos, mas o Pequeno Príncipe, não há ex-aluno cenecista que não o tenha lido e se envolvido pelas suas viagens e que não tenha em mente alguma de suas mensagens belíssimas - Tu és responsável por aquilo que cativas (Exuperry) - nunca esqueci. Além da diretora, que também nos ensinava a disciplina de psicologia, outra professora me marcou muito nessa fase final de ensino médio, no curso do magistério: a professora Áurea. Precisei trabalhar para ajudar meus pais, afinal éramos sete filhos estudando, por isso tive que estudar no turno noturno. Chegava muito cansada, pois o colégio fica distante da minha casa e eu adorava as aulas dela e ela já conhecia meu trabalho como professora em uma creche e sempre me elogiava e incentivava além de uma colega muito divertida Maria Cândida, a Lia, que fazia as aulas passarem sem que percebesse.Na Universidade, a leitura tornou-se uma prática mais presente no dia-a-dia: fragmentos de textos, livros, romances, artigos, era uma loucura. A metodologia adotada no espaço acadêmico assusta um pouco quem sai de um ensino médio, com o professor ali orientando e explicando todo o conteúdo na sala de aula. Parece que todas as leituras que deveríamos fazer ao longo da vida escolar fazemos em alguns semestres.Logo no primeiro semestre me deparei com a Professora Stella Rodrigues, considerada por muitos como carrasco. Ela nos colocou para fazer um seminário, e como sugestão eu dei o nome do livro de Paulo Freire Pedagogia do Oprimido, pois já havia escutado falar muito dele em encontros na igreja. A leitura desse livro foi marcante na academia e na minha vida. Além de receber nota máxima desmistificamos a ideia que a priori tivemos da professora e me auxiliou na compreensão da leitura de outros textos ao longo do curso.Atualmente continuo fazendo muitas leituras, cada uma com objetivos diferentes por conta da minha profissão, mas aquela leitura por prazer, há tempos não a faço.



FORMAÇÃO INICIAL

Foi uma viagem meio confusa, cheia de desencontros,sem informações precisas,nem mesmo alguém que nos direcionasse de fato. Chegamos a nos perguntar por que nos atiramos naquela aventura. Como se não bastasse, atraso na abertura do evento e o término mais tarde ainda.Mosquitinhos coloridos faziam vôos rasantes por nossas vistas, de tanta fome que sentíamos.
Após uma verdadeira caça ao tesouro alimentar, nós, as três formadoras super poderosas (Wanderléa,Veronilde e Rita), seguimos o rastro de outros super-heróis, encontramos um restaurante com outro obstáculo pela frente: a gigantesca fila .
Já abastecidas ainda tínhamos mais aventuras pela frente. Subir as escadas do prédio até o sétimo andar, contribuiu para que a digestão acontecesse rapidinho, além tomarmos o líquido revigorante na cantina , a ponto de esgotar o estoque da mesma e quando tínhamos sede, fazíamos o caminho de volta.Depois tentaram resolver com um bebedouro, heróis em missão consume muito líquido. No dia seguinte tivemos que subir/descer escadas até o sétimo andar com um fardo de 20 livros, pois não bastava exercitar só as pernas mas malhar os braços também.
Não só os super heróis, mas os seus chefes, para chegar até à Sala de Justiça, também tiveram que mostrar que estão em forma na Bahia de todos os santos.
Com disposição, bom humor e com a resistência de um bom nordestino, suportamos o calor, a poluição sonora, a dispensa dos funcionários do prédio e os contratempos dos recursos de multimídia.
É por essas e outras que os super heróis em seus "esconderijos secretos" ficam desestimulados a atuar em suas missões. São difíceis, mas não impossíveis, pois lá , nesses locais, sua equipe se amplia e se ajuda.
que venha a segunda formação ! Para o alto e avante!